Constelação Familiar é Uma Farsa?

Seria a Constelação Familiar Uma Farsa?

Tudo o que é novo, não habitual, diferente daquilo que as pessoas conhecem ou estão acostumados a viver, passa por um período cercado de dúvidas e insegurança. Esse é o cenário que enfrenta hoje a Constelação Familiar. Ainda pouco difundida no Brasil, apesar de já estabelecida, o tema ainda gera muitas dúvidas nas pessoas, que chegam a se questionar. Será que a Constelação Familiar é uma farsa?

Hoje difundida no mundo, a Constelação, prática dentro da terapia breve que torna consciente os emaranhamentos e padrões familiares, abrindo a possibilidade da pessoa ressignificar a própria história e, até mesmo, curar doenças sistêmicas, já é oferecida por diversos profissionais no Brasil, alguns não qualificados para tal, o que dificulta ainda mais o seu desenvolvimento e ampliação no país.

Diante desse cenário, como confiar no método e no constelador? “Algumas pessoas não sabem o que é a Constelação e acabam expondo uma opinião sem o conhecimento necessário. Não há adivinhação, teatro ou mágica. Trata-se de um método terapêutico bastante difundido e que tem o modus operandi nos campos morfogenéticos de Rupert Sheldrake, que é um biólogo inglês. De acordo com ele, durante a constelação, as manifestações sentidas pelos participantes, que representam pessoas falecidas, são energias virtuais que acabam determinando as emoções, independente do desejo ou não daqueles que participam. Essas energias são os campos morfogenéticos, onde a fenomenologia se revela. A partir daí, cabe ao terapeuta ficar atento ao que o campo mostra, apenas através de gestos, olhares ou palavras”, afirma Luciano Alves, Neuropsicólogo e Master Coach Trainer, Trainer em Constelação Familiar.

O especialista lembra, porém, que o que faz a constelação ser essencial é o movimento primário do constelador de não interferência no campo do cliente e em tudo o que está acontecendo ali. “Qualquer intenção de ajuda é um movimento de desrespeito ao cliente e, consequentemente, um auto desrespeito do facilitador. Toda a constelação é estabelecida no campo da não ajuda, da não interferência. No ato de não querer salvar ou curar o cliente”, afirma.

Além dos cuidados durante o encontro, as pessoas precisam escolher profissionais gabaritados e com bagagem em Constelação, já que nem todas as questões são sistêmicas e somente um profissional capacitado pode ajudar o cliente a partir de um olhar sobre os sintomas. “Todo constelador precisa passar por um processo de autodesenvolvimento para que possa compreender esse movimento de não querer salvar ou dar uma direção naquilo que ele acha que é. Somente dessa forma ele conseguirá olhar de forma única para o sistema. Quando ele consegue olhar o próprio sistema da maneira correta, ele estabelece um movimento de se fortalecer e assim tornar uma constelação essencial”, afirma ele, lembrando que o desenrolar dos fatos se dão a partir de um relato inicial apresentado pelo cliente, do qual é feita uma leitura pelo profissional em busca de informações não conhecidas e reveladoras que possam esclarecer o motivo do problema vivido na atualidade.

O Instituto Luciano Alves, aliás, conta com um curso para aqueles que querem virar um constelador. O aprendizado é baseado em 75% de aulas vivenciais, o que possibilita aos participantes passarem pelo processo de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal e, ao mesmo tempo, de aprendizado, entendendo na prática como aplicá-los em diversos contextos, como na comunicação e relacionamento com clientes, na mediação e desafios do dia-a-dia profissional. “É uma formação teórica-vivencial, intensa e transformadora, onde integramos diversas abordagens dentro do campo da Percepção Sistêmica aplicada em diversas áreas”, conclui.

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